Dia 2 de agosto de 2008.

Num típico sábado nublado na cidade de São Paulo, fui conhecer (junto de amigos queridos) a vila de Paranapiacaba, um pequeno vilarejo cituado no limiar da Serra do Mar. A cidade foi construida por ingleses que no século retrasado se instalaram ali para construir a ferrovia que ligaria Santos até Jundiaí, levando especiarias, minérios e demais riquezas tão essenciais no desenvolvimento daquela época de nosso país.

Ok, malas prontas, pegamos o trem com sentido para Rio Grande da Serra e facilmente fizemos a conexão com o ônibus pela SP-122, até de fato chegarmos na cidade. A vila é pequena mas rica em detalhes, se encontra confortavelmente cercada por um “pulmão” natural do alto da Serra do Mar.

Um tempo após nos sentirmos confortável pela cidade, chegamos inesperadamente de frente a um belo campo oficial de futebol, com uma arquibancada no melhor estilo “anos 10″. E não é que inesperadamente fomos convidados a participar de uma pelada? Uns garotos bem tradição, sabe, bem “Brasil 70″, nos convidaram para participar do jogo que estava prestes a acontecer. Eu e mais um amigo do grupo topamos e logo estavamos em campo contra a (bem mal encarada e potente) Favela de Mauá F.C.. Jogamos na zaga, pelo Paranapiacaba F.C. , que diga-se de passagem era muitissimo eficiente e inteligente em campo, só um pouco atrapalhado nas finalizações. O Mauá era bem agressivo, daqueles atacantes de corrida (haja fôlego), cruzamentos e “talento individual” que era impressionante.

Sensacional. No meio do “celeiro” brasileiro de craques, percebi que praticamente metade de cada time tinha condição plena para assumir postos de juniores e até mesmo de profissional, se fossem bem observados. Mas não vou deixar nosso papo cair para esse lado triste da história que voce conhece bem. Enfim, meia hora depois estava praticamente acabado (cubrindo apenas o setor esquerdo da zaga e um pouquinho de lateral) e pedi pra sair.

Minutos depois de sair fui informado por um amigo com sorriso no rosto “Ta vendo onde voce jogou? Este é o primeiro campo de futebol do Brasil” (detalhe: isso que o cara nem gosta de futebol :) Putz, caiu a ficha imediatamente sobre a tal “Vila Inglesa”…. Charles Miller.

Pois é amigo, não seria um perfeito local para “tudo começar”? No meu caso “começou de novo”, quase que como um vislumbre de como as coisas poderiam dar certo por aqui. A camaradagem, a vida tranquila, o futebol…. Não precisamos de mais para sermos grandes se tivermos tranquilidade no coração. Assim como aqueles “perdidos garotos” tinham… Num local onde o passado e o presente, o turbilhão dos visitantes e tranquilidade vivem harmonicamente num curioso e encantador “Fair Play”.

Em pleno ataque do Mauá F.C.

Eu, defendendo a àrea do Paranapiacaba F.C., com a audácia do adversário à frente.

Não teria como começar em local diferente.

Fotos por Adriano Machado.

Os bons tempos dos pequenos

América: campeão carioca sete vezes e semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1986.

Bangu: derrotado pelo Coritiba na final do Brasileirão de 1985 e campeão estadual duas vezes.

São Cristóvão: campeão estadual de 1926, orgulha-se de ter revelado Ronaldo Fenômeno na década de 90.

Olaria: campeão da Taça de Bronze de 1981, equivalente à Série C do Campeonato Brasileiro. Em 1996, foi quinto colocado do Carioca.

Campo Grande: viveu bom momento em 1991, quando teve Roberto Dinamite na equipe e ficou em quinto lugar do Carioca, atrás dos quatro grandes.

Bonsucesso: vice-campeão carioca de 1924.

O que é pior na sua opinião? Brasil sem Kaká ou Argentina sem Messi?

Fico com Messi.

Técnico argentino diz que Messi só irá a Pequim caso se apresente até sexta

Sergio Batista estabelece prazo limite para o jovem atacante e anuncia que Rubén, do Recreativo Huelva, seria o seu substituto.

Das agências de notícias Barcelona, Espanha

O técnico da seleção olímpica masculina de futebol da Argentina, Sergio Batista, disse nesta terça-feira que se o atacante Lionel Messi não se apresentar à equipe até a próxima sexta-feira, ficará fora das Olimpíadas de Pequim.

- O jogador deve anunciar se irá se apresentar à equipe. Não há mais prazos. Na sexta-feira, terei que ter Messi ou Marco Rubén, do Recreativo Huelva, no elenco. Essa é minha decisão desde que saímos de Buenos Aires - disse o técnico no Japão ao canal de televisão argentino “TyC Sports”.

- Por respeito aos jogadores e aos clubes que os liberaram, não esperaremos mais por Messi - disse o treinador, após o amistoso em que a seleção olímpica da Argentina venceu a do Japão por 1 a 0, em partida interrompida aos 38 minutos do segundo tempo devido à chuva.

O Barcelona resiste em ceder o jogador alegando que as Olimpíadas não fazem parte do calendário oficial de partidas internacionais da Fifa. Já a seleção argentina afirma que o clube é obrigado a ceder Messi pelo fato de o jogador ter menos de 23 anos, conforme determina a entidade máxima do futebol mundial.

O Barcelona decidiu que Messi viajará nesta quarta-feira a Florença, na Itália, e depois aos Estados Unidos, onde o clube fará amistosos de pré-temporada, enquanto admite levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, em francês), caso a decisão da Fifa o contrarie.

Ja se foram os dias em que a canarinho era garantia total de satisfação e incrível desenvoltura com a técnica, a cabeça e a malandragem que sabiamos tão bem administrar em campo em cima de qualquer adversário.

O amistoso contra a fraquissima seleção de Cingapura mostrou-se muito mais como um jogo treino contra uma seleção média, e diga-se de passagem, com um futebol igual ao da seleção sub-20. Claro que se tem dentro da quadra, ótimos atuadores e gracias, com cérebro.

Sim, cérebro. O camisa 10 do Werder Bremen, Diego, é um ótimo exemplo do jogador que traz a qualidade que adquire com outra lógica de futebol e aplica por cima do técnico sem ele poder fazer muita coisa (afinal, que Dunga sabe de ser técnico e aplicar soluções de fato em campo?), e é nisso que mora nossa esperança de acontecer alguma coisa nas Olimpíadas de Pequim.

A exemplo do esquema tático usado por Dunga, com Anderson e Diego fazendo a ligação para Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato mais a frente, quase dentro do gol adversário. É a armação mais óbvia que poderia se esperar de alguem que enxerga a exposição dos jogadores em possíveis cenas de gol. Mas não funciona. O futebol hoje não é exclusividade em criatividade apenas ao Brasil e aos outros tradicionais vencedores de outrora.

A ala defensiva com Alex Silva mostra como cada um esta por si e pelo estilo do próprio clube. Isso me recorda o Felipão em sua passagem pela seleção portuguesa, e a maneira com que regulava grandes estrelas em um esquema novo e surpreendente pro time rival, a ponto de vermos uma outra possibilidade de atuação funcional e cooperativa de Cristiano Ronaldo, Deco e muitos outros.

É possível agradar investidores e eficiência em campo, é o que vemos todos os anos em campeonatos como a Liga dos Campeões, que a cada ano cresce não só com marketing e finanças, mas tambem como espetáculo. Estamos entrando na segunda década do século XXI e isso inclui tambem mudanças profundas em nosso esporte favorito. Vai lá canário sem medo, pois infelizmente voces estão sozinho mesmo nessa.

Sofisticação, Corazón Latino, Jovialidade, Discrição, Atenção, Sussego, Contemplação, Euro, Transações, Aspirações, Buenos Aires, Santiago, São Paulo, Bom Futebol, Boa Música, Bom vinho, Boa vida.

Esta é a post inaugural do Folha Seca, seja bem-vindo e tenha uma ótima estadia pelo tempo que desejar.  Este blog nasceu para registrar um estranho, encantador e duro período do fim da vida universitária. A idéia não é ser mais um blog de futebol, diga-se de passagens 90% ou são enfadonhos ou pouco realistas. Minha voz é jovial e meu propósito tambem, portanto, não terei parcialidades e camaradagens (e truculência) tão comuns no mundo da bola. Obviamente que tudo pode ocorrer no curso do caminho, pois tenho este canal justamente para isto, ou seja, divulgar meu nome e idéia mesmo. Mas garanto uma agradável ascensão. Venha me ver crescer, pois é isso que quero mesmo e é isso que o futebol nos ensina empiricamente no fim das contas. Não terei limites.

Abraços e boa estadia.

Tadeu Mafra

La mejor ‘folha seca’‘ eres… de Roberto!

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